Tecido Ósseo

O tecido ósseo é um tipo de tecido conjuntivo formado por células e por matriz extracelular orgânica mineralizada. A presença na matriz de uma grande quantidade de fibras de colágeno do tipo I associadas a um sal de fosfato de cálcio confere aos ossos dureza e resistência à deformação e à torção. Em um osso longo, o tecido ósseo no interior das epífises é do tipo denominado osso esponjoso, revestido na superfície por uma delgada camada de osso compacto, chamado também de osso cortical. A diáfise é quase totalmente formada por uma camada de osso compacto. Os ossos curtos e os ossos chatos têm, no centro, osso esponjoso e uma camada de osso compacto em toda a sua periferia.

Para confecção de uma lâmina histológica de tecido ósseo, existem duas técnicas, são elas: Por desgaste e por descalcificação.

Na técnica por desgaste o tecido é cortado e então desgastado até possuir espessura que seja possível observar as estruturas do tecido através do microscópio, nessa técnica não é possível observar estruturas orgânicas como células, vasos, entre outros. Já a técnica de descalcificação envolve diversos processos químicos visando a retirada da parte inorgânica do tecido, preservando a orgânica.

 

Tipos de Preparo:

Técnica de descalcificação – Hematoxilina e Eosina

 

Técnica de desgaste

Técnica de Descalcificação

Tecido Epitelial de Revestimento - Epitélio Pavimentoso Estratificado Queratinizado

Osso compacto – Hematoxilina e Eosina

SH – Sistema de  Harvers / Ósteon.

Setas – Osteócitos.

 

Tecido Epitelial de Revestimento - Epitélio Pavimentoso Estratificado Queratinizado

Osso compacto – Hematoxilina e Eosina

Setas 1 – Osteoclastos, células multinucleadas, localizadas na periferia.

Setas 2 – Osteoblastos.

Setas 3 – Osteócitos, células aprisionadas pela matriz óssea.

 

Osso compacto – Tricrômico de Masson

Setas 1 – Osteoblastos.

Setas 2 – Osteócitos.

 

Tecido Epitelial de Revestimento - Epitélio Pavimentoso Estratificado Queratinizado

Osso Trabecular – Hematoxilina e Eosina

Setas 1 – Trabéculas.

Setas 2 – Osteócitos.

Setas 3 – Vasos sanguíneos.

 

Osso Trabecular – Tricrômico de Masson

T – Trabéculas.

Oc – Osteoclasto.

Ob – Osteoblasto.

Os – Osteócito.

 

Técnica de Desgaste

Tecido Ósseo – Técnica de desgaste

SH – Sistema de Harvers.

CH – Canal de Harvers.

 Lc – Lacunas.

CV – Canal de Volkman.

Lm – Lamelas concêntricas

OP – Osso primário e lamelas intermediárias.

 

Tecido Ósseo – Técnica de desgaste

SH – Sistema de Harvers.

Seta 1 – Canal de Harvers.

Setas 2 – Lacunas.

Lm – Lamelas concêntricas. 

Ossificação Endocondral

É o processo responsável pela formação da maior parte do esqueleto. Sua principal característica é o fato de ocorrer sobre modelos do futuro osso constituídos de cartilagem hialina. A formação de um osso longo é um processo bastante complexo que passa por várias etapas coordenadas e sequenciais. 

 

No disco epifisário, responsável pelo crescimento longitudinal do osso, podem se distinguir cinco zonas com características estruturais e funcionais próprias, são elas: 

Zona de cartilagem em repouso: é a região do disco adjacente à epífise, formada por tecido cartilaginoso hialino regular

Zona de cartilagem seriada: nessa região, condrócitos se dividem por mitose formando pilhas de condrócitos no sentido longitudinal do osso e paralelas entre si

Zona de cartilagem hipertrófica: nessa região do disco, os condrócitos aumentam de volume e a matriz cartilaginosa nesse local fica reduzida a delgados tabiques situados entre as células hipertróficas. Os condrócitos entram em apoptose

Zona de cartilagem calcificada: nesse local, ocorre a calcificação dos delgados tabiques de matriz cartilaginosa. Nos espaços entre os tabiques, há restos de condrócitos

Zona de ossificação: nessa região, próxima à diáfise, é formado tecido ósseo. Capilares sanguíneos e células osteoprogenitoras originadas da medula óssea invadem os espaços deixados pelos condrócitos mortos. As células osteoprogenitoras se diferenciam em osteoblastos que formam uma camada contínua sobre os restos da matriz cartilaginosa calcificada, sobre a qual os osteoblastos depositam a matriz óssea orgânica.

 

Tecido Epitelial de Revestimento - Epitélio Pavimentoso Estratificado Queratinizado

Ossificação endocondral – Hematoxilina e Eosina

ZR – Zona de reserva.

ZP – Zona proliferativa.

ZCH – Zona de cartilagem hipertrófica.

ZC – Zona de calcificação.

ZO – Zona de ossificação. 

Ossificação endocondral – Tricrômico de Mallory

ZR – Zona de reserva.

ZP – Zona proliferativa.

ZCH – Zona de cartilagem hipertrófica.

ZC – Zona de calcificação.

ZO – Zona de ossificação. 

 

Ossificação Intramembranosa

Chama-se assim porque ocorre no interior de membranas de tecido mesenquimal durante a vida intrauterina e, menos intensamente, no interior de membranas de tecido conjuntivo na vida pós-natal. É o processo principal na formação de vários ossos do crânio – frontal, parietal, partes do occipital, do temporal e dos maxilares superior e inferior – e de outros ossos, por exemplo, a escápula e o ílio. Além disso, contribui para a formação dos ossos longos e dos curtos.

 

Na vida intrauterina, a ossificação intramembranosa começa nos centros de ossificação primária. Inicialmente, há uma condensação de células mesenquimais que formam uma estrutura laminar, uma membrana mesenquimal. Células osteoprogenitoras se diferenciam a partir de precursores existentes na membrana mesenquimal. Em seguida, grupos de células osteoprogenitoras se diferenciam em osteoblastos que sintetizam e secretam o osteoide (matriz ainda não mineralizada) que, em seguida, mineraliza.

 

Ossificação Intramembranosa – Hematoxilina e Eosina

TCM – Tecido conjuntivo mesenquimal.

Setas 1 – Tecido conjuntivo mesenquimal.

Seta 2 – Trabécula óssea recém formada. 

 

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